Boletim do Empresario

Boletim do Empresário®


Empreendedorismo  |  Práticas & Resultados
Planejamento e diálogo para uma administração estratégica

Inteligência Fiscal | Tributos federais
Declaração do Imposto de Renda 2010 - Pessoa Física


Empresas - Gestão de Processos Operacionais
Exportações ficam mais fáceis com ação em cadeia

Pessoas | Aprender para Crescer
A importância da mudança de hábito na formação do empreendedor
Empreendedorismo  |  Práticas & Resultados

Planejamento e diálogo para uma administração estratégica

As portas para o desenvolvimento humano precisam estar sempre abertas

   No plano do humor, pode-se dizer: se der tudo errado, chame o louco! Em um jogo de várzea, o louco seria aquele reserva esquisitão, com coragem de levar o adversário no peito para chegar ao gol, quando a partida está nos últimos minutos do segundo tempo. No plano empresarial, não existe espaço para o personagem que se arrisca sem parâmetros razoáveis, principalmente em um mercado que requer estratégias claras e coerentes para que o negócio mantenha-se sob controle.

   Por isso, se as coisas não andam como o esperado em sua empresa, não adianta pensar no louco, e sim, é preciso recalibrar seu plano de ações de acordo com o cenário econômico do momento. Os ajustes fazem parte do jogo. Mas se você não tem uma estratégia desenhada e caminha sem uma bússola (Planejamento Estratégico), apostando na própria sorte, está na hora de pensar seriamente nesse assunto e dar graças por ainda estar em pé, por não estar perdendo de goleada.

   Que o mercado anda instável, não é novidade para ninguém. Novas bolhas se vislumbram na economia global, com consequências imensuráveis. A tendência, portanto, é de flutuações constantes em todos os setores, no Brasil e alhures. Mesmo assim, é possível desenvolver mecanismos que minimizem situações extremas, dessas que dão margem a decisões no escuro. O planejamento estratégico existe para isso.

   Pode-se dizer, sem dúvida, que muitas empresas de grande porte, acostumadas a planejamentos rigorosos, também foram perturbadas com a recente crise financeira, que não estava no script. É verdade. No entanto, a maioria sobreviveu, porque tinha um norte e estava embasada interna e externamente em missões e valores que correspondiam a uma necessidade do mercado. Por isso, foram obrigadas apenas a radicalizar no ajuste de suas metas.

   Para dar esse salto organizacional, e trabalhar com um pouco mais de previsibilidade, a empresa precisa se sentir um time, discutir internamente suas limitações e ter clareza de seu potencial, estudar o mercado para definir qual será o seu jogo e jogar em busca da superação constante. O empreendedor, nesse campo, precisa se abrir, sem deixar de se proteger das ameaças naturais de um mercado competitivo, em que os próprios colaboradores podem ser seus futuros competidores. Por outro lado, não pode desperdiçar as potencialidades individuais, que precisam ser usadas a favor do projeto que comanda.

   Flexibilidade, palavra chave

   As portas para o desenvolvimento humano precisam estar sempre abertas. Todo colaborador que queira crescer, não deve se prender a barreiras e sim, superá-las. Essa superação é sempre salutar, porque corresponde também a um estímulo para a superação de toda a equipe. A contrapartida, para aquele que almeja ampliar sua remuneração, deve ser a ampliação do resultado dos negócios, seja com mais vendas, com a descoberta de novos mercados, desenvolvendo novos produtos, a criação de mecanismos que reduzam desperdícios, enfim, formas de ganhos mensuráveis e compartilháveis.

   O empresário também não pode mais se achar uma ilha. Pois sempre que se fecha em padrões antiquados, com a autoridade de outrora, perde oportunidades de melhorar seu desempenho e crescer com a equipe. O pes-soal foge em busca de empresas mais organizadas e respeitadoras de talentos. A ilusão do poder, aos moldes antigos, é o melhor caminho para ficar parado no tempo e esmorecer, gradativamente.

   As crises surgem, ameaçam e se vão. A empresa precisa aprender a navegar na onda da incerteza e sobreviver. Patrões e colaboradores precisam se desafiar, sempre tendo em vista o crescimento individual e coletivo, que repercute diretamente no crescimento dos negócios. Para essa dinâmica ganhar força, não se pode perder de vista um bom planejamento estratégico e uma gestão empresarial viva e pulsante, baseada no diálogo, valorizando sempre as pessoas, para que elas se ajustem aos novos tempos. Com um time assim, mesmo diante das maiores dificuldades, jamais o técnico precisará escalar o louco.

   Afinal, o que é planejamento estratégico?

   A função do planejamento estratégico é estabelecer objetivos claros, definir os meios para atingi-los, mensurar os recursos necessários e identificar onde e como obter esses recursos. É dar rumo às ideias para que as ações aconteçam da melhor forma possível, fora do campo da imprevisibilidade, minimizando erros, desgaste de energia e dinheiro. O planejamento pode ser feito em três dimensões: estratégico, tático e operacional.

   Planejamento estratégico

   Avalia o cumprimento da missão dentro do contexto interno e externo. Tanto o olhar interno como o externo deve estar fundamentado na interdependência e complementaridade.

   Planejamento tático

   Determina os caminhos da superação dos desafios. São as metas de curto prazo que garantem as ações efetivas que definem as melhores maneiras de atingir os objetivos.

   Planejamento operacional

   São formas de utilizar os recursos disponíveis para a execução da estratégia. Define os recursos necessários para desenvolver as atividades previstas, os procedimentos, os produtos ou resultados finais, os prazos e os responsáveis.

   Missão, visão, valores e estratégias

   Definir a missão e a visão da organização faz parte do planejamento estratégico. A visão deve definir a razão pela qual a organização existe por meio de uma frase curta que toque o coração das pessoas. Já a missão deve explicar qual o objetivo de sua existência, mostrando as ações que a organização realizará para chegar a sua visão.

   Internamente, devem ser analisados os pontos fortes e fracos da organização. Os pontos fortes são aquelas variáveis que somam. Já os pontos fracos são aquelas que distanciam a organização de sua missão.

   A análise do ambiente externo deve conter as oportunidades e as ameaças. Oportunidades são variáveis que podem oferecer condições positivas para cumprir a missão. Já as ameaças podem gerar situações desfavoráveis à organização. A análise deve ser feita no sentido de aproveitar as oportunidades e evitar as ameaças e, se houver mudanças externas, a organização possa se adaptar sem alterar sua missão, visão e valores.

Inteligência Fiscal | Tributos Federais

Declaração do Imposto de Renda 2010 - Pessoa Física

Passo a passo

   Obrigatoriedade da apresentação

   Com o intuito de evitar atropelos de última hora, a pessoa física contribuinte do Imposto de Renda deve preparar e organizar com antecedência as informações e documentos do ano-calendário 2009 que serão utilizados na elaboração da Declaração de Ajuste Anual - IRPF 2010.Estão obrigadas à apresentação da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda, referente ao exercício de 2010, as pessoas físicas residentes no Brasil, que no ano-calendário de 2009:

   a) receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 17.215,08;

   b) receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, superiores a R$ 40 mil;

   c) obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto; ou realizaram operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

   d) obtiveram receita bruta da atividade rural superior a R$ 86.075,40, e pretendam compensar, no ano calendário de 2009 ou posteriores, prejuízos de anos calendários anteriores ou do próprio ano calendário de 2009;

   e) tiveram a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil;

   f) passaram, em qualquer mês, à condição de residente no Brasil e encontrava-se nessa condição em 31 de dezembro;

   g) optou pela isenção do Imposto de Renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda.

   Dispensa da apresentação

   Ficam dispensadas de apresentação da Declaração de Ajuste Anual as pessoas físicas que:

   a) no caso da letra "e" acima, cujos bens comuns sejam declarados pelo outro cônjuge, desde que o valor total dos seus bens privativos não exceda R$ 300 mil;

   b) se enquadrar em uma ou mais hipóteses previstas como obrigatórias, caso conste como dependente em declaração apresentada por outra pessoa física, na qual tenham sido informados seus rendimentos, bens e direitos, caso os possua.

   As pessoas físicas, mesmo estando desobrigadas, poderão apresentar a declaração.

   Opção pela declaração simplificada

   Ao fazer a declaração, as pessoas físicas poderão escolher a forma de tributação de seus rendimentos, por meio do modelo completo ou simplificado. A melhor opção vai proporcionar restituição maior ou redução do saldo de imposto a pagar.

   Na declaração pelo modelo completo são informados todos os gastos que podem ser deduzidos, tais como saúde, educação, previdência, pensão alimentícia etc.

   Já na opção pela declaração simplificada, as deduções previstas na legislação tributária são substituídas pelo desconto padrão de 20% do valor dos rendimentos tributáveis, limitados a R$ 12.743,63. O valor utilizado a título de desconto simplificado é considerado rendimento consumido, não podendo comprovar ou justificar variação patrimonial.

   O contribuinte que deseje compensar resultado (prejuízo) da atividade rural ou compensar imposto pago no exterior deve apresentar a Declaração de Ajuste Anual no modelo completo, sendo vedada a opção pela declaração simplificada.

   Prazos e meios de entrega da declaração

   A declaração deverá ser apresentada até as 23h 59min 59s (horário de Brasília) do dia 30 de abril de 2010, pela Internet, mediante utilização do programa de transmissão Receitanet; em disquete, nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal; ou ainda, em formulário, nas agências e nas lojas franqueadas da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

   Apresentação da declaração após o prazo

   Após o prazo legal, a declaração deverá ser apresentada pela Internet, mediante a utilização do programa de transmissão Receitanet; ou em disquete, nas unidades da Receita Federal do Brasil.

   Retificação da declaração

   A declaração retificadora deverá ser apresentada pela Internet, mediante a utilização do programa de transmissão Receitanet; ou em disquete nas agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, ou nas unidades da Receita Federal do Brasil.

   A declaração retificadora tem a mesma natureza da declaração originariamente apresentada, substituindo-a integralmente e, portanto, deve conter todas as informações anteriormente declaradas com as alterações e exclusões necessárias, bem como as informações adicionadas, se for o caso.

   Multa por atraso na entrega

   A entrega da declaração depois do dia 30 de abril, se obrigatória, está sujeita à multa de 1% ao mês ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido nela apurado, ainda que integralmente pago.

   O valor mínimo da multa é de R$ 165,74, inclusive no caso de declaração de que não resulte imposto devido e, no máximo, 20% do imposto devido.

   Pagamento do Imposto de Renda

   O saldo do imposto poderá ser pago em até 8 quotas, mensais e sucessivas, observados o seguinte:

   a) nenhuma quota deverá ser inferior a R$ 50;

   b) o imposto inferior a R$ 100 deve ser pago em quota única;

   c) a 1ª quota ou quota única deve ser paga até o dia 30 de abril de 2010;

   d) as demais quotas devem ser pagas até o último dia útil de cada mês, acrescidas de juros equivalentes a taxa Selic, acumulada mensalmente, a partir de 30 de abril até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% no mês do pagamento.

   O pagamento do imposto pode ser efetuado por meio de transferência eletrônica de fundos; em qualquer agência bancária por meio do DARF; ou, de débito automático em conta-corrente bancária, a partir da 2ª quota.

   Declaração de bens e direitos e de dívidas e ônus reais

   Na declaração deverão ser relacionados os bens e direitos que, no Brasil ou no ex-terior, constituam, em 31 de dezembro de 2008 e de 2009, seu patrimônio e o de seus dependentes relacionados na declaração, bem como os bens e direitos adquiridos e alienados no decorrer do ano calendário de 2009.

   Também, devem ser informadas as dívidas e os ônus reais existentes em 31 de dezembro de 2008 e de 2009, do declarante e de seus dependentes relacionados na declaração, bem como os constituídos e os extintos no decorrer do ano-calendário de 2009.

   Fica dispensada a inclusão, na declaração de bens e direitos:

   a) nenhuma quota deverá ser inferior a R$ 50;

   b) de bens móveis, exceto veículos automotores, embarcações e aeronaves, bem como os direitos, cujo valor unitário de aquisição seja inferior a R$ 5 mil;

   c) do conjunto de ações e quotas de uma mesma empresa, negociadas ou não em bolsa de valores, bem como ouro, ativo financeiro, cujo valor de constituição ou de aquisição seja inferior a R$ 1 mil;

   d) das dívidas e ônus reais do contribuinte e de seus dependentes relacionados na declaração, em 31 de dezembro de 2009, cujo valor seja igual ou inferior a R$ 5 mil.

   Ref.: Instrução Normativa RFB 1.007/2010.

Empresas - Gestão de processos operacionais

Exportações ficam mais fáceis com ação em cadeia

   A melhora do cenário econômico tem levado muitas empresas de pequeno e médio porte a pensar no mercado externo. No entanto, são poucas as que estão preparadas para dar esse passo. Apesar do crescimento do comércio eletrônico, do forte intercâmbio entre os países e da preocupação do governo federal em fomentar as exportações, os negócios propriamente ditos estão ainda concentrados nas grandes empresas. As menores, quando conseguem avançar, é porque estão organizadas em Arranjos Produtivos Locais (APLs). Dessa segunda categoria, são poucas as que romperam as fronteiras nacionais com voo solo.

   Mas antes de pensar em atender clientes distantes, a empresa precisa fazer a lição de casa: estar bem articulada tanto para executar a venda como para responder ao pós-venda, ajustar sua estrutura produtiva seguindo as certificações de qualidade (ISO), formar equipe de poliglotas, capacitada para o atendimento, além de organizar um SAC eficaz. Tudo custa muito dinheiro. Sem contar que somente agora o BNDES está aperfeiçoando suas linhas de créditos para pequenos exportadores, e ainda estão em fase de testes.

   Apesar das dificuldades, os APLs têm facilitado a expansão de setores integrados em ca-deias. Nessa condição, empresas que se complementam, independente do tamanho, unem-se para ganhar força e, juntas, organizam comitivas para visitar países vizinhos e distantes, realizam exposições internacionais e promovem rodadas de negócios. A alternativa tem apresentado resultados impressionantes, com custos relativamente baixos. O próprio governo federal tem incentivado a agência de fomento à exportação (Apex) e o BNDES a enviar agentes com essas comitivas, dando credibilidade à iniciativa e facilitando o fechamento de negócios, com linhas de financiamentos específicas.

   A sugestão, portanto, aos pequenos empresários, é ver se existe na sua região uma APL em que se enquadre, para integrá-la. Como os custos são rateados, as ações tornam-se factíveis.

   Há, no entanto, segmentos que avançam sozinhos e não chegam a compor uma cadeia produtiva. Nesse caso é importante se informar com o BNDES sobre suas novas linhas de créditos para pré e pós-vendas. Os financiamentos estão mais fáceis, desde que o empresário tenha um consumidor definido em outro país e nesse país exista um banco (que represente o cliente) em condições de mediar as negociações com o BNDES.

   Antes, as negociações de créditos eram feitas diretamente entre o banco e as empresas envolvidas na transação, o que gerava uma burocracia sem fim e impeditiva, pois nem sempre as partes tinham lastros suficientes para dar as garantias exigidas. Com o novo sistema, a conversa é de banco para banco. Se o banco de lá banca o cliente, o de cá libera o recurso. Simples. Mesmo assim, é o tipo de mercado reservado aos empresários que investem em capacitação e que estão sintonizados com a dinâmica do mercado internacional.

  Políticas de Apoio aos APLs

   Existem no Brasil 957 arranjos produtivos implantados e responsáveis pela geração de 2,8 milhões de empregos. O Sistema Sebrae apoia cerca de 2,2 mil projetos voltados às aglomerações produtivas em 40 setores no País, com recursos da ordem de R$ 1,8 bilhão.

   Além do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), os bancos brasileiros também estão de olho nas empresas dos arranjos produtivos locais. Segundo o consultor do Sebrae/SP, essa modalidade de empreendimento coletivo vem crescendo nos últimos anos e necessitam de financiamento constante.

   A Caixa Econômica, por exemplo, prevê direcionar R$ 1 bilhão para as empresas desses pólos em 2010. Já o Bradesco disponibilizou R$ 720 milhões para os APLs, em 2009.

Pessoas - Aprender para crescer

A importância da mudança de hábito na formação do empreendedor

   Todos os colaboradores precisam aprender sobre a importância e a grandeza do planejamento estratégico dentro de uma empresa. A responsabilidade em relação ao assunto é muito grande. Eles precisam estar integrados ao plano de ação da empresa e acompanhar a movimentação da equipe com entusiasmo, no intuito de colaborar e não ser apenas mais um.

   Para isso, precisa estar equipado conceitualmente e consciente de suas limitações. Essa percepção é importante, pois abre o caminho à autossuperação e ao estabelecimento de uma estratégia pessoal para progredir. Em síntese, o colaborador precisa ser também um promotor do próprio talento e usá-lo em benefício do projeto comum. Isso requer uma transformação cultural, que passa pela incorporação do espírito empreendedor.

   Por sua vez, o empresário também precisa rever seus conceitos. A força que o empurra ao sucesso é a vontade de enfrentar desafios. Mas deve haver também disposição para adquirir novos conhecimentos e desenvolver comportamentos adequados a empreendedores, ter tolerância ao risco, visão de futuro, sonho, criatividade, liderança, inteligência emocional, aspiração por dinheiro, poder de implementação, decisão e capacidade para construir bons relacionamentos, internos e externos.

   Em síntese, respeitando-se a hierarquia, patrão, líderes e empregados devem se complementar e, juntos, construir as condições para o desenvolvimento coletivo e, obviamente, a execução do planejamento estratégico. Aqui se inclui também o desenvolvimento da sociedade, que não pode ser vista isoladamente ao mundo dos negócios. Muito pelo contrário, é com a aceitação dela que os negócios prosperam. Tanto é que o planejamento estratégico da empresa se embasa em missão e valores que regerão o empreendimento, que nada mais é do que um compromisso com o social.

   Fecha-se assim um circuito, em que o empreendedor se revela ao ver seu futuro no planejamento estratégico que adotou para sua empresa.

   Características que o empreendedor deve ter:

   Criatividade - capacidade de agir quando tem um problema qualquer.

   Paixão - acredita em si mesmo, oferecendo-se para realização de tarefas desafiadoras.

   Aceitação do risco - ainda que seja cauteloso e precavido, aceita riscos.

   Destemido - não é atormentado pelo medo paralisante do fracasso, ele acredita.

   Decisão e responsabilidade - toma decisões e aceita as responsabilidades implícitas.

   Automotivação - tem grande entusiasmo por suas ideias e projetos.

   Controle - é capaz de controlar a si mesmo e de influenciar o meio para atingir seus objetivos.

   Espírito de equipe - cria equipe, delega e obtém resultados por meio de outros.

   Otimismo - acredita na possibilidade de propor soluções aos problemas.

   Persistência - é capaz de persistir até que o negócio comece a funcionar adequadamente.

   Inovação - é estar atento às vantagens das novas tecnologias na produção e ao meio ambiente.